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sábado, 29 de novembro de 2025

A substância criadora "eitr"

 Na cosmogonia nórdica, a substância "eitr" ("veneno") desencadeia um papel importante na criação: o nascimento de Ymir, o primeiro ser vivo. Essa substância correu dos rios gelados de Élivágar, do mundo do frio, até o Ginnungagap onde acumulou camadas de gelo até ser derretido pelo calor do mundo de fogo. Fotos de Internet.

A vaca Auðhumbla libertando Buri (Búri) do gelo.

 Na Edda em Prosa, a substância é descrita como: kvikudropar (gotas correntes de fluido). Isso é dito no Gylfaginning:

Þá mælti Hárr: "Ár þær, er kallaðar eru Élivágar, þá er þær váru svá langt komnar frá uppsprettum, at eitrkvika sú, er þar fylgði, harðnaði svá sem sindr þat, er renn ór eldinum, þá varð þat íss. Ok þá er sá íss gaf staðar ok rann eigi, þá hélði yfir þannig, en úr þat, er af stóð eitrinu, fraus at hrími, ok jók hrímit hvert yfir annat allt í Ginnungagap."

Þá mælti Þriði: "Svá sem kalt stóð af Niflheimi ok allir hlutir grimmir, svá var allt þat, er vissi námunda Múspelli, heitt ok ljóst, en Ginnungagap var svá hlætt sem loft vindlaust. Ok þá er mættist hrímin ok blær hitans, svá at bráðnaði ok draup, ok af þeim kvikudropum kviknaði með krafti þess, er til sendi hitann, ok varð manns líkandi, ok var sá nefndr Ymir, en hrímþursar kalla hann Aurgelmi, ok eru þaðan komnar ættir hrímþursa..."


Hárr disse: "Quando esses rios que são chamados Élivágar vieram de tão distante de suas fontes, fermentados venenos os acompanhou endurecendo como escória quando corre do fogo, e se transformou em gelo. E então quando esse gelo se formou e se solidificou uma chuva que surgiu do veneno, verteu em cima disso e esfriou a geada, e uma camada de gelo se formou sobre outras através do Ginnungagap."

Então Þriði disse: "Da mesma maneira que o frio e todas as coisas terríveis emanam de Niflheimr, então tudo na vizinhança de Múspell eram quente e brilhante, que o Ginnungagap estava tão moderado como ar sem vento. E então quando o sopro de calor se encontrou com o gelo, de repente descongelou e pingou, pelo poder daquele que envia o calor, a vida apareceu em gotas correntes de fluido e cresceu na semelhança de um homem; que teve o nome de Ymir, mas os Hrímþursar o chamam de Aurgelmir, e é de onde a família dos Hrímþursar surgiu." (trad. minha)

 O poema Vafþrúðnismál corrobora essa ideia: o gigante Vafþrúðnir mencionou que os gigantes nasceram das gotas de veneno (eitrdropar) de Élivágar e por isso são terríveis.

"Ór Élivágum

stukku eitrdropar,

svá óx, unz varð jötunn;

þar eru órar ættir

komnar allar saman;

því er þat æ allt til atalt."


 "De Élivágar

saltaram gotas de veneno,

e aumentou até que um Jötunn nasceu;

de lá toda nossa tribo

veio a existir,

por isso todos são sempre terríveis." (trad. minha)

 A palavra "eitr" parece significar "liquido corporal" ou "pus" além de "veneno" noutras línguas com cognato germânico (Anglo-saxão âtor, Alto-Alemão Antigo eitar, Dinamarquês ædder, Elfdaliano Sueco "ietter" e no antigo dialeto do Reino Unido "atter"). Na literatura, essa substância é associado a um tipo de liquido divino: tal como o sopro de um dragão. Mas também significa bebida forte ou amarga, tal como vinagre (fermentado), novamente corroborando a ideia de Snorri e sua interpretação de kvikudropar (gotas correntes [fermentadas] de fluido). No Fáfnismál nós podemos ler:

"En er Fáfnir skreið af gullinu, blés hann eitri, ok hraut þat fyrir ofan höfuð Sigurði."

"E quando Fáfnir se afastou do ouro, ele soprou veneno e este caiu na cabeça de Sigurd." (trad. minha)

 No Jovem Fuþark runicamente temos "ár (bom tempo, plenitude), íss (gelo), Týr (deus) e reiðr (cavalgar, movimentar)" que significa: "plenitude de gelo divino em movimento". Ou seja, o poder criativo e gerador estava presente nas águas geladas do caldeirão primitivo de Élivágar. A substância está ligada diretamente ao gelo e talvez ao sal, já que o significado de "veneno" nos faz lembrar de algo que queima, arde ou ferve. Curiosamente o anão que forjou as armas divinas dos deuses Odin (Óðinn) Thor (Þórr) e Freyr se chamava Eitri ("Venenoso", mas também Sindri). Desse modo, o anão com grande poder criador/forjador tinha o mesmo nome que a substância criadora. Só pra esclarecer: na era viking o Antigo Fuþark (de 24 caracteres) já tinha sido substituído pelo Jovem Fuþark (de 16 caracteres) por causa da evolução linguística. A runa ár representava o som de "a" e de "e". Podemos sugerir que a substância era tanto criativa quanto destrutiva.

 Então, porque os gigantes e os deuses, que tinham origem similar, eram diferentes? Ymir nasceu diretamente dessa substância venenosa (eitr) que é descrita como escória (tipo as sobras de metal na forja), enquanto Buri foi libertado por Auðhumbla que lambeu o sal das pedras de gelo (Hon sleikði hrímsteinana, er saltir váru).

 Com isso, podemos entender que mesmo com origem similar (ter origem no gelo), Buri nasceu de um gelo limpo (lambido pela vaca divina) e puro; enquanto Ymir (e Auðhumbla?) nasceu de um gelo sujo e impuro (da substância eitri, mas talvez também por causa da fuligem soprada de Muspell que caia no Ginnungagap).

 Tácito mencionou que o sal era muito importante para duas tribos germânicas que inclusive se enfrentaram para tomar posse de um rio que continha o mineral, que fazia divisa de suas terras e era considerado sagrado e perto do céu. Onde as orações eram melhor atendidas pelas divindades. As tribos em questão eram os Chatti (Catos) e os Hermunduri (Hermonduros) que tinham invocado Mercúrio (Odin) e Marte (Tyr). Os Hermunduri saíram vencedores do conflito. O interessante é que o sal era importante desde os tempos primitivos germânicos até a era viking segundo sua cosmovisão. Veja o trecho:

"No mesmo verão, uma grande batalha foi travada entre os Hermunduri e os Chatti, ambos reivindicando à força um rio que produzia sal em abundância e delimitava seus territórios. Eles não tinham apenas uma paixão por resolver todas as questões pelas armas, mas também uma superstição profundamente enraizada de que tais localidades são especialmente próximas do céu e que as preces mortais não são ouvidas com mais atenção pelos deuses. É, eles pensam, pela generosidade do poder divino, que naquele rio e naquelas florestas o sal é produzido, não, como em outros países, pela secagem de um transbordamento do mar, mas pela combinação de dois elementos opostos, fogo e água, quando este último foi derramado sobre uma pilha de madeira em chamas. A guerra foi um sucesso para os Hermunduri e mais desastrosa para os Chatti porque eles haviam devotado, em caso de vitória, o exército inimigo a Marte e Mercúrio, um voto que consigna cavalos, homens, tudo de fato do lado vencido à destruição." (trad. minha)

 Na Noruega e na Islândia, o sal era obtido principalmente pela queima de algas marinhas. O sal era importante em muitas tradições religiosas do mundo antigo. A descrição de Tácito lembra muito a narração da criação de Snorri.

FONTES:

An Icelandic-English Dictionary, Richard Cleasby & M. A. Gudbrand Vigfusson

Dictionary of Northern Mythology, Rudolf Simek trad. Angela Hall

Edda, Anthony Faulkes

Etymological Dictionary of Proto-Germanic, Guus Kroonen

The Annals, Tacitus trad. de Alfred John Church e William Jackson Brodribb

The Poetic Edda, Carolyne Larrington

SITES CONSULTADOS:

https://heimskringla.no/wiki/Edda_Snorra_Sturlusonar (especialmente: https://heimskringla.no/wiki/Gylfaginning)

https://heimskringla.no/wiki/Eddukv%C3%A6%C3%B0i (especialmente: https://heimskringla.no/wiki/Vaf%C3%BEr%C3%BA%C3%B0nism%C3%A1l e https://heimskringla.no/wiki/F%C3%A1fnism%C3%A1l)

https://www.perseus.tufts.edu/hopper/text?doc=Perseus:text:1999.02.0078:book=13:chapter=57&highlight=hermunduri

https://super.abril.com.br/mundo-estranho/por-que-as-vacas-lambem-sal

https://www.tastesofhistory.co.uk/post/a-brief-history-of-foods-salt

https://web.archive.org/web/20140314070618/http://www.cargill.com/salt/about/historyofsalt/religion/     

quarta-feira, 1 de maio de 2024

Os deuses e o Halo divino

 Hoje é muito comum ver halos e/ou auréolas nas representações nas artes de divindades Greco-romanas, no Hinduísmo, no Budismo e até na arte sacra da igreja (Cristianismo). O halo divino e/ou as auréolas são símbolos do poder celestial e também do conhecimento superior, o que distingue o divino do comum e do ordinário. O halo na arte pode ser representado por um disco solar, raios tipo de um zigue zague (feixe de luz) ou auréola. Fotos de Internet.

 Hélio o deus sol, Apolo (que mais tarde é identificado com o primeiro), Krishna, Hathor, Sekhmet, Rá, Dionísio, Perseu, Nike, Ares, Afrodite, Jesus e outros aparecem com esse sinal na arte e nas descrições literárias que os distingue dos mortais. Contudo, alguns personagens importantes do mundo greco-romano, santos da bíblia e de outros povos também aparecem como halo na cabeça, mas a ideia é a mesma: os imperadores eram considerados e até adorados como divinos, e os santos foram venerados ao longo da história, ou seja, alguns homens distintos eram assim representados de acordo com suas crenças. Vale lembrar que nem sempre as divindades eram representados com halo.

 Este símbolo divino também aparece no extremo norte. Nas lâminas da era do bronze escandinavo (cerca de 1800-500 a.C.) podemos ver um ser ou dupla de homens e/ou divindades com halo na cabeça. 


A navalha/lâmina encontrada no sul da Jutlandia, Dinamarca, onde vemos dois homens ou deuses com halo na cabeça remando num barco. Fonte da imagem: https://en.natmus.dk/historical-knowledge/denmark/prehistoric-period-until-1050-ad/the-bronze-age/the-people-in-the-bronze-age-barrows/life-after-death/

Navalha de Voel, Gjern, Dinamarca, novamente um par de seres são representados com halo na cabeça.

Navalha da Região de Bremen, Alemanha, onde apenas um ser aparece e é representado com o halo na cabeça.

Petroglífo de Östfold, Noruega, onde um ser aparece representado com o disco solar (?) na cabeça.

 O deus adorado na idade do bronze escandinavo é muito parecido com o Thor da era viking. Ele é descrito usando machado e/ou martelo, e costumava consagrar casais e caçadas (ao julgar pelas representações dos petroglífos). Algumas vezes, o disco solar aparece sobre sua cabeça. Veja abaixo:

Petroglífo de Aspeberget, Tegneby, Tanum, Suécia, onde podemos ver um provável deus segurando um martelo (precursor do Thor?) tendo o sol sobre sua cabeça, talvez simbolizando o halo. O sol parece estar circulado por pássaros ou aves de algum tipo ou talvez represente os seus feixes de luz. A roda solar aparece representado em seu corpo também.

 Num dos famosos chifres de Gallehus, podemos ver seres que parecem representar deuses e/ou guerreiros divinos com estrelas em cima da cabeça, tal como o halo.

Parte do chifre dourado de Gallehus encontrado na Dinamarca e datado do 5º século na nossa era, onde deuses e/ou guerreiros são representados com estrelas acima da cabeça.

 Curiosamente o Thor é descrito de forma similar também: segundo se acredita era possível obter fogo (que também representa o raio celeste) da cabeça de Thor através de um ritual relatado entre os Lapões onde o deus era conhecido e venerado como "Horagalles". Esse rito parece ter conexão com o combate de Thor e Hrungnir. Os Æsir ("deuses") é outro exemplo: as runas que formam a palavra que os define são as runas *Ansuz ("deus", a runa A) e *Sowilo ("sol", a runa S), o que indica que são deuses solares, da luz. Os deuses ainda são descritos como seres brilhantes nas fontes.

 Em 1555, o sueco Olaus Magnus compilou a história de seu povo, lendas e folclore e ele descreveu o deus Thor com 12 estrelas ao redor da cabeça (Thor autem cum corona, & sceptro, ac XII stellis defignabatur), que talvez simboliza o raio solar divino, tal como o halo.

Imagem de Historia de Gentibus Septentrionalibus de Olaus Magnus. Thor está no meio com estrelas na cabeça, rodeado de Odin e Frigg.

 Existe outra versão dessa imagem também, porém similar:

Thor sentado no trono representado com um halo de estrelas, rodeado de Odin e Frigg. Fonte da imagem: https://myndir.uvic.ca/index.html.

 Muito mais tarde, os deuses Thor e Odin foram sendo relacionados a esse sinal divino no manuscrito Nks1867 4to de 1760 e SÁM 66 de 1765. Note que as estrelas são atadas as cabeças dos dois deuses por um tipo de fio.

1) Thor e seu martelo no manuscrito Nks 1867 4to representado com uma estrela atrás da cabeça e o crânio de Jormungandr. 2) Thor no manuscrito SÁM 66 com as mesmas características do primeiro. As duas representações lembram muito o petroglífo de Tanum.
 
Odin tendo uma estrela atrás da cabeça, ambos do manuscrito SÁM 66. Fonte das imagens: https://myndir.uvic.ca/index.html.

 A deusa Sól da idade do bronze nórdico aparece nos petroglífos também puxando seu carro. O aro celeste aparece nas mais variadas formas, tal como um disco, um disco rodeado por aves ou pessoas, uma roda solar, e outros. 

O carro da Sól de Bohuslän, Suécia, onde um animal puxa o astro seguido por aves ou seria seu fagulhas de seu brilho (?).

Outro exemplo do carro solar de Bohuslän, Suécia, onde o astro solar é puxado por um animal. 

 A deusa Sól é a divindade que rege a jornada do astro solar, mas Thor e Odin parecem representar seu poder, já que os dois deuses eram associados as estrelas (Odin é tido como o criador das estrelas junto com seus irmãos, Thor era conhecido por criar constelações). Freyr também era conectado ao sol.

 Então, podemos deduzir que tal ideia (do halo) era conhecido no norte desde a era do bronze e permaneceu nas sucessivas gerações através da oralidade. Vale lembrar que os deuses da idade do bronze era bastante similar aos da era viking, embora haja muito espaço de tempo entre eles, mas podem muito bem ser suas evoluções religiosas.

 Abaixo algumas representações de deuses com o disco solar, halo ou auréola de certas culturas antigas:

Egito: Rá sentado no trono com o disco solar e o uraeus (serpente), tumba de Nefertari, 13º século a.C.

Egito: Ra-Horakhty (Rá sincretizado com Hórus) com o disco solar e uraeus abençoando mulher com o raio solar.

Grécia: Vaso ateniense representando Hélio com halo na cabeça, 5º século a.C.

Ásia: Urna de Kanishka representando Indra, Buda e Brama com halo na cabeça, Sul da Ásia, datado de 127 da era comum.

Roma: Mosaico romano descrevendo o triunfo de Netuno com halo na cabeça, do 2º século.

Roma: Júpiter representado com halo na cabeça, mosaico romano do 3-4º século.

Pérsia: Mitra com o halo na cabeça, relevo sassânida do 4º século.

Alemanha Cristã: A natividade e transfiguração de Cristo, seus anjos e santos com halo na cabeça, cerca de 1025-50, Colônia, Alemanha.

Índia: Krishna e Rukmini, ambos com halo na cabeça, mural de 1840-50 de Sheesh Mahal.

Japão: Amaterasu emergindo da caverna com halo na cabeça, 1856. 

 Como podemos ver, o halo e/ou auréola é um símbolo antigo e quase universal, associado principalmente com divindades solares e do fogo, mas também a outros deuses com outras esferas de poder. O halo na cultura hindu está ligado ao chacra da coroa (o 7º) e a aura da alma.

FONTES: 

Dictionary Of Northern Mythology, Rudolf Simek trad. Angela Hall

Edda, Anthony Faulkes

Gods And Myths Of Northern Europe, Hilda R. E. Davidson

Historia de Gentibus Septentrionalibus, Olaus Magnus

Pagan Scandinavia, Hilda R. E. Davidson

Saxo Grammaticus Gesta Danorum: The History of the Danes Volume I, trad. Peter Fisher

Scandinavian Mythology, Hilda R. E. Davidson

Shadows of a Northern Past Rock Carvings of Bohuslän and Østfold, John Coles

The Chariot of the Sun and Other Rites and Symbols of the Northern Bronze Age, Peter Gelling e H. R. E. Davidson

The Poetic Edda, Carolyne Larrington

SITES:

https://www.arhantayoga.org/pt/chakra-da-coroa-a-energia-divina-do-chakra-sahasrara/

https://www.britannica.com/art/halo-art

https://www.cais-soas.com/CAIS/Religions/iranian/Zarathushtrian/halo_its_origin.htm

https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/7438322/mod_resource/content/0/%28Mnemosyne%20Supplements%20273%29%20Nicholas%20Horsfall%20-%20Virgil%2C%20Aeneid%203-Brill%20Academic%20Publishers%20%282006%29.pdf

https://heimskringla.no/wiki/Edda_Snorra_Sturlusonar

https://heimskringla.no/wiki/Eddukv%C3%A6%C3%B0i

https://heimskringla.no/wiki/Ynglinga_saga

sexta-feira, 10 de março de 2023

Apresentação do Blog

 Olá a todos e sejam muito bem vindos, eu sou o Marcio (Vitki Þórsgoði) de Caçapava/SP! Este Blog será destinado a disseminar o conhecimento dos deuses nórdicos, práticas, visão de mundo, runas e tudo relacionado ao mundo pré-cristão germano-escandinavo.

Arte descrevendo um templo encontrado na Noruega, tirado da internet.

 Eu sou heiðinn ("pagão") desde 2001 e sigo o forn siðr ("os velhos costumes" do Norte da Europa) desde então. Desde menino eu gosto do Thor e da cultura escandinava e em 1991 comecei a me aprofundar sobre o tema. Meu contato com as runas se deu depois desta época, onde eu comecei a estudar e a perceber que este era o meu caminho. Lembro-me do primeiro dia que tentei ler as runas e na mesma noite durante o sono, eu estava com um dos olhos colado e não abria por mais que tentasse força-lo. 

 Então, tudo fez sentido, quando lembrei que o poderoso Alföðr Odin havia sacrificado o olho em busca do conhecimento. E assim minha jornada começou!

 Espero que gostem do Blog porque ele será dedicado a vocês que praticam a fé nórdica ou para aqueles que curtem a mitologia nórdica!  Os tópicos, as vezes, passará por correções (afinal também erro e não sou infalível) e dependendo, mais informações podem ou não ser acrescentadas.

 Mas, lembrem-se, intolerância religiosa é crime:

 O Código Penal Brasileiro (Decreto-Lei 2.848/1940), em seu artigo 208, estabelece que é crime “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”. 

 A pena prevê de 2 a 5 anos de prisão!

Os Nove Mundos da cosmovisão nórdica

 É amplamente sabido que na cosmovisão nórdica, existem Nove Mundos ( Níu Heimar no original) sustentados pela árvore Yggdrasil ( Yggdrasil...

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