sábado, 3 de fevereiro de 2024

As origens de Sól e Máni, Bil e Hjúki, e Rind

 Muito pouco sobre as deusas nórdicas chegaram até nós, exceto Freyja, outras deusas possuem alguns registros pormenores como Frigg, Sif, Jord (Jörð). No século 13 d.C., os relatos mitológicos nórdicos foram coletados num período dominado pela igreja (e por pessoas cristãs) que censurava cultos de teor feminino. Por isso, provavelmente, pouca coisa sobre elas foi registrado. O culto Æsir possuía características masculinas e o culto Vanir características femininas, mas claro que isso não era padrão.

 As divindades que viriam a reger o sol e a lua (Sól e Máni), eram extremamente belos e o pai deles que era chamado Mundilfári os nomeou com o mesmo nome do astro solar e lunar que foram criados pelo trio criador (ÓðinnVili e ) das fagulhas brilhantes de Muspelheim (Múspellsheimr). Os deuses acharam isso uma afronta e por castigo eles os levaram para céu para puxar o carro solar e lunar, tornando-se assim a deusa do sol e o deus da lua. Os dois foram colocados ali para guiar os astros. Os deuses ficaram irritados por Mundilfári comparar seus filhos com o poder divino criador. É comum em todas as religiões antigas os deuses se vingarem de pessoas que os ofendiam, embora nem sempre.

O carro solar de Trundholm encontrado na Dinamarca, datado de 1500 a 1300 a.C.. A adoração ao sol é bastante representada nos petroglifos da Escandinávia.

 Bil era uma menina e Hjúki um menino que viviam coletando água da fonte Byrgir com o balde Sæg na vara Simul, eles eram filhos de Vidfin (Viðfinnr). Certo dia, quando faziam isso, os dois foram levados por Máni, o deus da Lua, irmão de Sól. Bil e Hjúki parecem ser a personificação das manchas lunares ou, talvez, das mudanças de fases.

 Rinda (Rindr) é mencionada como uma deusa (ásynja) por Snorri, mas em Saxo ela é uma mulher mortal da casa real dos Rutenios (Rússia) e mãe de Boe (Váli). Na versão Dinamarquesa, ela é descrita com uma personalidade forte. Vale lembrar que a obra de Saxo é bastante evemerizada (teoria de que os deuses eram mortais divinizados). Rinda parece ser a personificação da terra congelada. Conta-se que Odin teve que encanta-la para conseguir gerar o filho que vingaria Balder (Baldr).


FONTES:

A Genealogia dos Deuses Nórdicos, Marcio Alessandro Moreira (Vitki Þórsgoði)

Dictionary Of Northern Mythology, Rudolf Simek trad. Angela Hall

Edda, Anthony Faulkes

Gods And Myths Of Northern Europe, Hilda R. E. Davidson

Saxo Grammaticus Gesta Danorum: The History of the Danes Volume I, trad. Peter Fisher

Scandinavian Mythology, Hilda R. E. Davidson

The Poetic Edda, Carolyne Larrington

SITES CONSULTADOS:

https://heimskringla.no/wiki/Edda_Snorra_Sturlusonar

https://heimskringla.no/wiki/Eddukv%C3%A6%C3%B0i

http://heimskringla.no/wiki/Ynglinga_saga

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